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| Capoeira do Futuro - um projeto educativo |
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| "A capoeira é um meio de educação e comunicação. É uma linguagem universal, como a música. Ela ajuda na formação da pessoa, desenvolvendo inúmeras valências físicas e mentais, como percepção, reflexo, autocontrole, autoconhecimento, respeito, equilíbrio.
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A capoeira não é um fim, mas um meio.
Você tira lições dela para sua vida pessoal. Além disso, educa para o convívio social e o trabalho em grupo.
Uma simples roda reflete um microssistema
social mais amplo.

Assim como a sociedade, a roda só funciona perfeitamente quando todos assumem sua função,
seja de jogar, tocar, bater palmas ou responder o canto.
 Já diz a chula:

Você quer ver essa roda ficar boa? Quem não canta bate palma que é pra não ficar à toa."
Mestre Garrincha | |
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| Capoeira nas escolas |
Desde 1986, Mestre Garrincha se dedica à educação infantil através da capoeira. Criou o projeto infanto-juvenil Capoeira do Futuro, implantada em escolas como
Ceat,
Escola Parque e Grãozinho.
A idéia é educar através dos rituais da capoeira, com uma linguagem pedagógica, lúdica, alegre, comunicativa. “A capoeira puxa o potencial artístico da criança. Você cria o clima e ela se desenvolve. |
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Às vezes, uma chega introspectiva e a magia da capoeira faz ela ficar mais extrovertida. Quando botamos um aluno tímido pra cantar e toda a turma responde o coro, ele se auto-afirma perante o grupo, reforçando sua auto-estima”, revela.
Garrincha explica que o método alia ‘feeling’ e profissionalismo: ter responsabilidade com a criança, com o espaço, com o horário, com o bem-estar e a saúde da criança. “A mãe tem que deixar a criança na escola e quando voltar encontrá-la feliz, cantando, contando histórias de capoeira”, completa.

O mestre também faz
consultorias para escolas, orientando sobre a inclusão da capoeira como atividade auxiliar no processo educativo-formativo. O mestre coordena o trabalho de professores formados por ele, que usam seu método como enfoque e referência.

“Quando se fala em futuro, projeta-se o presente e resgata-se o passado. Procuro fazer isso sob a ótica infantil. Se você quer saber como vai ser o futuro, olhe para a criança”, explica.
Leia matérias sobre o projeto na nossa página de
imprensa
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